quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Substituto


   O ser humano precisa ser ouvido e para isso criam-se representantes ou líderes, seja em qual for a área; financeira, jurídica, legislativa ou até religiosa, sempre haverá um líder correspondente.
   Na figura entende-se que ainda que haja alguém para o posto, sempre haverá um "melhor" para substitui-lo, que nem sempre é melhor; no Brasil temos bons exemplos desse sistema.
   Na década de 60, mais precisamente no intervalo de 1955-1960, época em que o Brasil precisava se industrializar o mais rápido possível para acompanhar o progresso de outros países como EUA e Alemanha era Juscelino Kubitschek quem governava o país, JK instaurou seu plano de metas e fez o chamado "50 anos em 5", ele conseguiu um avanço da indústria brasileira que era previsto somente para 50 anos da data em que se encontrava, em apenas 5 anos, de fato, era um projeto muito bom, mas na prática não foi tanto.
   A começar pelo fato de que JK propôs (e fez) empréstimos junto a centros financeiros americanos, endividando o Brasil, dívida que só foi paga no ano de 2008, na presidência de Luís Inácio Lula da Silva, o mesmo que deixou quatro grandes problemas de herança para a atual presidenta Dilma Rousseff, sendo eles, a inflação, déficit externo, câmbio e a dificuldade de atingir meta de superávit primário.
   O que se pode entender com isso é que sempre que um problema for resolvido, outro irá aparecer, então tiraremos quem causou o problema e colocaremos alguém para soluciona-lo, num ciclo interminável.

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